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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Casamento Sagrado


Tive muitas carências, uma delas era a necessidade de um Ser masculino em minha vida, portanto, sim, tive ilusões amorosas, que se tornaram desilusões e me auxiliaram no processo de despertar o Eu Sou. Gratidão a todos.
Observe as carências, elas nos dizem muito, pois nos mostram onde existe a falta, a dor pela falta, o sofrimento, e assim podemos nos curar.
Cada pessoa tem sua forma, a técnica que ressoa mais ao seu coração, eu particularmente gosto de afirmações, utilizo afirmações de Louise Hay – Você pode curar sua Vida, e afirmações dos Anjos através das canalizações, e do Ho'oponopono, funcionam comigo. Escolha a que funciona com você e cure-se. Sim, isso é possível.
Quando compreendi que esse encontro com o masculino se derivava de vãs expectativas de uma ilusória realidade, ponderei em observar se realmente existia um Ser para tal função, que carga pesada eu estava colocando nos ombros de outro Ser. Já ouviu o ditado “o que começa errado, termina errado”, pois é, relacionamentos baseados em carência são difíceis e sofridos, podem durar toda a vida nessa existência, mas isso não quer dizer que está dando certo, e nisso também há dicotomias, mas continuando...
Quando cogitei a ideia de que eu não era meia banda de uma laranja, pus-me a esmiuçar o meu Ser, e quanto mais escavava como um cão farejador, mais encontrava carência e dor, pois é, uma casa só está limpa quando dela for retirada toda a sujeira, e a minha estava também escura, precisava encontrar a Luz que diziam que eu era. 
E assim o processo ocorre consciente e inconscientemente. 
E de repente acontece.
Certa noite meditando enquanto estendia roupas no varal encontrei-me com o Masculino que tanto buscava externamente. Senti o carinho, o aconchego, a amor, e entrei em êxtase. Compreendi que o casamento sagrado é o nosso reconhecimento, união de nossas partes, o feminino e o masculino. Feminino acolhendo o masculino. Masculino adentrando o feminino. E para esclarecer, estou me referindo a energias existente em nosso Ser. Nosso corpo é energia condensada, manifestada nesse plano de forma material. Somos Energia, Somos Luz. Somos seres completos. Temos ambas as partes em nosso Ser. Desta forma torna-se mais leve e agradável relacionar-se com o outro.
Então entendi quando me disseram “observe sua carência, ela também é sua força”. Esmiuçadas, elas transmutam a mensagem de que há Luz no fim do túnel, que, se há escuridão é porque com certeza há Luz.
Vós sois Luz.

Assim seja.
Assim é.

Namastê e Espavo meus irmãos.


Ana di Paula

Agradecimentos: 
http://evoraferraz.hospedagemdesites.ws/wp-content/uploads/2012/10/V_Pode_Curar_Sua_Vida.pdf
http://www.luzdegaia.org/hooponopono/len.htm

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A Dissolução de Maltre



Denomino Maltre a personificação do mal e das trevas, mas, quem poderia se personificar Maltre?
Para mim a resposta é, o Ser que se esqueceu. Que está em amnésia profunda. O Ser que esqueceu ser Luz.
Os que se designam puritanos podem até se sentir constrangidos, pois não conhecem nem o mal, nem as trevas, isso é coisa de gente ruim, e por aí vai...
O Ser sabe do que eu estou falando.
O Ser sabe que sendo completo, ele se reconhece.
Há uma frase que diz “tudo posso, mas nem tudo me convém”.
Reconhecer-se e aceitar-se.
O Ser é inteiro.
A fragmentação lhe torna incompleto, e estamos em tempos de desfragmentação.
Acolher nossas partes com amor, compaixão e respeito.
É tipo assim: “aquela merda que eu fiz, fiz com a compreensão que eu tinha, e eu era tão ignorante da vida, de mim, que quando observo, tenho compaixão daquele Ser (que era eu). Quando o Ser consegue se amar, ele se trata com carinho, respeito, compaixão. E isso reverbera, se expande, pois tudo é energia.
Em nossa realidade de polaridades, dualidades e dicotomias, o mal existe. A parte boa é que o bem também existe.
Atravessar essa ponte entre um e outro é que pode parecer assustador, mas estando ignorante de quem somos permanecemos na inconsciência de nosso poder. O Ser permanece em desequilíbrio.

No processo de aceitação o Ser encontra suas partes fragmentadas.
Quando o Ser relembra algo, ele fica diante de si mesmo, do ser que ele foi naquela situação. A questão é: no momento de autoanálise ele está se julgando, condenando, ou está se aceitando, compreendendo que ele foi o melhor que poderia ser na época com o conhecimento que tinha.

Aceitar-se e Perdoar-se faz toda a diferença no processo de Despertar de Consciência.
Quando praticamos o processo, a dissolução de maltre é imediata, pois compreendemos que tudo fez parte de uma história, e que o mal e as trevas fazem parte desse jogo holográfico em que estamos inseridos.

Eu pensei que tinha muito a fazer, hoje observo que tudo está consumado.
O Ser é inteiro, embora tenha a ilusão de fragmentação.
O Ser é perfeito, embora esteja inconsciente disso tudo.


Namastê meus irmãos, e Espavo.


Ana Di Paula




Agradecimentos pela imagem: https://amenteemaravilhosa.com.br/wp-content/uploads/2016/03/abraco-forte-1.jpg