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sábado, 20 de maio de 2017

Aos Paidagogos da Atualidade.


Hoje, nesse tempo linear, comemora-se o Dia do Pedagogo.
Eu, como Pedagoga, acredito que é uma profissão importante em todos os seguimentos da sociedade, não apenas na Educação Infantil, como muitos pensam.
O Paidagogos na Grécia era o escravo que levava a criança até o mestre, ou seja, levava o Ser até o Conhecimento.
O Pedagogo é o profissional que auxilia o Ser a adquirir o conhecimento, e isso acontece ininterruptamente, ou seja, sempre.
Infelizmente na Educação atual, vítima de um sistema manipulador e obsoleto, somos vistos apenas como transmissores de conteúdos, mas a verdade não é bem assim.
Por compreendermos o desenvolvimento do Ser Humano em suas facetas e estágios, somos capacitados a ajudá-lo no caminhar em busca de sua sabedoria.
Então, em todos os segmentos, somos indispensáveis em auxiliar o Ser a adquirir o conhecimento nosso de cada dia.
Parabéns a Todos os Pedagogos que sabem de sua missão.

Ana Di Paula

terça-feira, 25 de abril de 2017

O Desenvolvimento do Ser

Pedagogiando - Parte II

O Desenvolvimento do Ser   
   
O ser humano se desenvolve, isso é fato, e mesmo que esse desenvolvimento seja visto a olhos nus, como realmente acontece?

Henri Wallon, filósofo, médico, psicólogo, político e educador parisiense informa que o desenvolvimento do Ser ocorre em processos ao longo de sua vida. É marcado por avanços, recuos e contradições e, para melhor compreendê-lo é preciso abandonar concepções lineares de análise e interpretação, pois é um processo que está sempre em aberto, tendo variações na predominância dos estágios.

O interessante deste estudioso é que sua teoria escapa de um raciocínio dicotômico, que fragmenta a pessoa, para um entendimento onde o ser é constituído de dimensões em conjunto (MAHONEY, 2011), visto que ele propõe o estudo integrado do desenvolvimento através dos campos funcionais, que são indissociáveis.  Portanto o Ser desenvolve-se em estágios e através dos domínios funcionais.

A cada estágio os domínios interagem entre si, como por exemplo no primeiro ano de vida de um Ser Humano, em que o estágio é chamado impulso-emocional, onde os movimentos do bebê são desordenados e predomina a afetividade possibilitando a criança estabelecer suas primeiras relações sociais e com o ambiente (GRANDINO, 2010). Esse desenvolvimento ocorre, é claro que, sendo apoiado, o desenvolvimento será profícuo em todos os sentidos.

Mas, será que o sistema educacional garante isso?

Como pedagoga observo que, na teoria isso pode estar explícito, mas na prática acredito que há defasagem, pois, o sistema educacional vigente ainda está bastante preocupado com a transmissão de conteúdo.

Uma criança que adentra o mundo escolar em seu primeiro ano de vida, conhecido como maternal, nesse período está desenvolvendo os domínios motores e afetivos, e muito há para ser incentivado em seu desenvolvimento, mas infelizmente o arcaico e obsoleto sistema visa a transmissão de conteúdo, conteúdo esse que pode, e ao meu ver, deve ser repassado noutro momento, quando o domínio cognitivo estiver em processo de desenvolvimento/maturação para tal finalidade.

Com a transmissão de conteúdo adiantada pode ocorrer dificuldades de aprendizagem, é isso que nos informa o Artigo Científico “Dificuldades de Aprendizagem: queixas escolares e diagnósticos em um Serviço de Neurologia Infantil”, publicado na Revista Neurociência (OUT/DEZ, p. 185-190):

Um aspecto a ser ressaltado aos encaminhamentos é que a alfabetização, que deveria ocorrer a partir da 1ª série, tem sido realizada durante o Ensino Infantil, que é um período de preparação da criança para o desenvolvimento das habilidades escolares.

Portanto, mais uma vez, a educação baseada no paradigma cartesiano não proporciona ao ser humano, e consequentemente, a sociedade, meios para o seu desenvolvimento integral, onde ocorra o desenvolvimento de suas capacidades integralmente, ou seja, desenvolvimento motor, afetivo, de conhecimento, e consequentemente, desenvolvimento da pessoa.

É isso que propõe uma educação baseada numa visão holística, que concebe o Ser Humano de forma Integral, pois é assim que somos.

Uma educação focada na melhoria da sociedade existe para auxiliar o Ser em seu real desenvolvimento.
A Educação tem essa responsabilidade.

Mas será que o velho sistema quer que isso realmente aconteça, ou prefere ter seres ignorantes de suas capacidades, pois desta forma é mais fácil manipular a massa?

Eis uma questão profunda a ser analisada tanto pela sociedade quanto pelos educadores de plantão.

Pedagogiando a gente se entende.

Agradecimentos:
LIMA, R.F. et al. Dificuldades de Aprendizagem: queixas escolares e diagnósticos em um Serviço de Neurologia Infantil. Disponível em: < http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2006/RN%2014%2004/Pages%20from%20RN%2014 %2004-3.pdf>. Acesso em: 01 Out 2016.

Ver também: Educação Integralizadora. Disponível em: < https://drive.google.com/file/d/0B7rXSgsT-YVxTHd1a0MzUGJEWkRjc3N2djJDc3RhLUEzekxz/view>.

   


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Penso, logo existo. Será que é assim?

Eu, como Intuística, sinto que há mais...
Como Pedagoga, afirmo que, em sua teoria, Descartes proclamou a Separação do Ser, a Fragmentação.

O Sistema Cartesiano aplicado na sociedade, pois ele ainda é paradigma vigente, fragmenta o Ser.
Mas o Ser é Inseparável. 
É uma ilusão fragmentá-lo para conhecê-lo.
Esse paradigma NÃO NOS SERVE MAIS.
Não funciona a nosso favor.
É só olhar ao derredor. A sociedade está corrompida. 
Esse é um dos resultados do sistema cartesiano / paradigma.
Como nessa realidade existe começo e fim, estamos no fim desse sistema arcaico e obsoleto que gerou a cobiça, a desconfiança, os crimes contra a sociedade e etc.
Esse sistema já cumpriu o seu papel, serviu noutra época de nossa história (linha do tempo). Agora não nos serve mais.

O Ser além de pensar, também sente.
A desconexão realizada na célebre frase “penso, logo existo”, gerou e ainda gera o caos na vida de muitos seres.
O Ser Humano necessita ter o conhecimento de si, em suas facetas/partes; compreendê-las e reconectar-se.

A Educação tem o dever de auxiliá-lo no processo.

Eu, como pedagoga compreendo a pedagogia como "auxiliar o Ser a encontrar o conhecimento". O paedagogus era o escravo que levava a criança até o mestre.

“Hoje, o Mestre é Você.
Pedagogiando a gente chega lá”.


No sistema cartesiano é dado um valor exacerbado ao pensar, ao mental, ao lado cognitivo do Ser, deixando de lado o sentir, o lado afetivo do Ser, criando dessa forma uma desconexão. Mas como reconectar essas partes?

O Sistema Educacional tem o dever de aderir ao novo paradigma – Holístico, pois dessa forma auxiliará o Ser em seu Integral Desenvolvimento, possibilitando a criação de uma nova sociedade, justa e harmoniosa.

Conhecer-se e compreender-se é caminho à mestria.
Conhecer suas capacidades, seus domínios funcionais é papel preponderante à compreensão do Ser.

O “Conhece-te a ti mesmo” anunciado pelo Cristo Jesus informa claramente a necessidade de o Ser conhecer-se e compreender-se.

A Educação tem o dever de auxiliar nesse processo, e em todos os demais decorrentes da implantação de um novo paradigma.


Ana Di Paula

Agradecimentos:
https://pedagogiaaopedaletra.com/pedagogia-origem/
http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/pedagogo/